Rir NÃO é pecado… Sorria, bróder!

O sujeito discutia todos os dias com a mulher pelas razões mais banais possíveis, xingava-a de tudo quanto era nome feio e, de vez em quando, até batia nela. Mas quase ninguém sabia disso na igreja. Certo domingo, quando foi convidado para pregar e falou justamente sobre o comportamento do homem cristão no lar, ilustrou o sermão com belíssimas experiências aparentemente pessoais.
À saída, um de seus filhos comentou com os colegas:

— Filmes de ficção, eu já assisti a vários. Mas “sermão de ficção” é a primeira vez… E principalmente com meu próprio pai no papel principal!

O garoto viu que o pai só dera um real como oferta na hora do culto. Aí, durante o almoço em casa, quando ouviu o pai criticar o “péssimo sermão” daquela manhã, comentou:
— Também, pai, por um real só, o que é que o senhor esperava?

A mãe entra apressada em casa e grita para o filho:
— Depressa! Procure o esparadrapo e enfaixe bem o bico do nosso papagaio, rápido!
— Mas para quê isso, mãe? – pergunta o garoto sem entender o que está acontecendo.

Ela explica:

— É que o pastor mandou avisar que daqui a pouco vem aqui e vai almoçar com a gente…

Na noite do domingo de Carnaval, um rapaz evangélico, que nunca disse nada no local de trabalho sobre suas convicções religiosas, está indo para igreja de terno, gravata e Bíblia debaixo do braço, quando passa por colegas da firma. Eles já estão meio bêbados, sentados numa mesa de bar, mas um deles o vê e aproveita para provocá-lo:

— Rapaz, que beleza essa sua fantasia de crente, hein? Sente-se aqui e beba um pouquinho com a gente!
O garoto do vizinho aceita o convite para ir com os filhos de um casal adventista à igreja justamente no dia em acontece uma Santa Ceia Depois da cerimônia do lavapés, acontece a partilha de pão e do vinho. Na volta, quando lhe perguntam o que achou da reunião na igreja, comenta:
— Achei engraçado vocês lavarem os pés antes de comer!

Ao final de uma reunião de testemunhos, o dirigente do culto convida uma das irmãs presentes para ir à frente orar. Mas em vez de chamá-la pelo nome, usou o apelido – “Dinha” – como todos costumavam fazer:
— Para concluir este tão abençoado culto, irmãos, vamos acompanhar com reverência a oração que vai ser feita agora pela Dinha…

Quando acabou de falar, percebeu o cacófato – (pela+dinha) – e mais que depressa tentou consertar.

Foi pior:

— Desculpem. Teremos agora uma oração pela Dona Dinha…

Conversa entre duas meninas adventistas, no intervalo entre a Escola Sabatina e o culto divino:
— Lá em casa, a gente não come carne. Só ovos, leite, cereais, verduras, legumes e frutas… Minha mãe diz que o nosso regime é ovo-lacto-vegetariano.

— Ah, mas eu prefiro o da minha casa. É ovo-lacto-bife-vegetariano!

Até parece aquela cena bíblica de Atos 3: Dois líderes da igreja aproximam-se da porta de entrada do templo. E ali está assentado um mendigo, que lhes suplica:
— Pelo amor de Nossa Senhora, moços, dêem uma ajuda para esse pobre aleijado das pernas… Os irmãos se entreolham, depois fitam severamente o mendigo e um deles lhe diz:

— Nós não temos nada para lhe dar, seu mendigo de araque!

E apontando-lhe o dedo indicador, ameaça:

— Levanta e some daqui antes que eu chame a polícia!

O pior é que no mesmo instante o mendigo se levanta e vai embora dali, correndo e maldizendo todos os crentes.

O casal de velhinhos ouve o evangelista dizer pelo rádio que as orações dele podem curar qualquer doença. E o marido, ainda cheio de esperanças, fica todo animado:
— Coloca um copo d’água perto do rádio, minha velha que, dessa vez, eu resolvo meu problema de impotência!

— Sossega, Godofredo… – desestimula a lúcida companheira de tantos anos. — O pastor aí falou que cura doenças. Não disse que ressuscita mortos…

Um adventista, do tipo zeloso-mas-sem-entendimento, conversa numa esquina com um desconhecido:
— Você bebe?

— Cerveja, uma cachacinha de vez em quando, sim…

— Tem que parar! Desse jeito, você vai para o inferno…

E cigarro você fuma?

— Pouco, meia carteira por dia, mas fumo.

— Cuidado, assim você vai para o inferno… E carne de porco, você come?

— Adoro! Feijoada é meu prato favorito.

— É melhor largar mão disso já, companheiro! Se não você vai para o inferno mesmo…

— Quer saber de uma coisa, meu senhor? Vai para o inferno, você, com essa sua religião!

Para ilustrar melhor um sermão sobre o Salmo 51:10, em que Davi pede que Deus o purifique, o pastor mencionou dois tipos de limpeza efetuados nos automóveis pelos postos de serviço:
— Tem a “meia-sola”, que é apenas uma limpeza externa, daquelas partes que mais aparecem. E tem a “lavagem completa”, quando lavam tudo: lataria, pneus, interior, motor… E ainda passam um oleozinho por baixo, põem um perfuminho no assento…

Aí concluiu:

— É essa a purificação que devemos pedir a Deus, irmãos: lavagem com-ple-ta. Oxalá Ele nos deixe brilhando, por dentro e por fora! E passe um oleozinho por baixo, coloque perfuminho no assento…

(A congregação caiu na gargalhada.)

dezembro 15, 2015

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *